ESPONDILITE ANQUILOSANTE: Guia definitivo

Espondilite anquilosante é uma doença inflamatória crônica e progressivo, que ataca inicialmente a coluna vertebral, as articulações sacroilíacas e o esqueleto axial, sobretudo coluna, quadris, joelhos e ombros.

A espondilite anquilosante pode ainda com uma pouca constância, acometer as articulações periféricas e diversos órgãos extra articulares, como olho, pele e sistema cardiovascular.

Além do mais, a espondilite anquilosante pode evoluir com rigidez e até mesmo, associar-se a importante limitação funcional progressiva e comprometimento da qualidade de vida dos pacientes.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que mais de 80% da população mundial sofrerá ao menos um evento de dor nas costas na vida.

Perante a alta incidência, é formidável estar alerta, porque, a dor nessa região pode ser sintoma de uma doença mais grave.

Importante destacar que a Espondilite Anquilosante, pode induzir à alteração da estrutura óssea e, cujo diagnóstico demora em média sete anos para advir por desconhecimento dos sintomas.

No princípio, o paciente com espondilite anquilosante acostuma queixar-se de dor lombar rebaixa de ritmo inflamatório, marcada por melhorar com o movimento e tornar pior com o repouso, exibindo rigidez matinal prolongada.

A evolução tende de praxe ser crescente, agredindo progressivamente a coluna dorsal e cervical, colaborando para o desenvolvimento do “jeito do esquiador”, marcada pelo alinhamento da lordose lombar, acentuação da cifose dorsal e retificação da lordose cervical com projeção da cabeça para frente (BARROS et al., 2007).

A Espondilite Anquilosante é uma doença que pode surgir acompanhada por uma série de sinais, sintomas e algumas características peculiares.

Alguns pesquisadores ingleses sugeriram que se englobasse dentro de um mesmo anexo determinadas doenças, até então consideradas totalmente diferentes entre si, mas que, na real, exibiam várias atributos parecidos, conhecido por espondiloartropatias.

Este anexo abrangeu a espondilite anquilosante, a artrite psoriásica, a artrite reativa e a síndrome de Reiter.

O objetivo deste texto é revisar aspectos da Espondilite Anquilosante, as implicações da fisiopatologia da doença e seu tratamento atual para permitir um melhor conhecimento teórico a respeito desta doença.

 

Colunas espondilite anquilosante

EPIDEMIOLOGIA

A Espondilite Anquilosante na maioria das vezes tem começo no adulto jovem, na segunda ou terceira década de vida, atacando sobretudo indivíduos do gênero masculino, na razão de 3:1 (Zink et al, 2000).

Acomete ambos os sexos, contudo, tem preferência pelo sexo masculino, da cor branca e que herdam um determinado grupo sanguíneo dos glóbulos brancos, em uma dimensão de dois a quatro homens para cada mulher BARROS et al, 2007).

No entanto, sua presença na população em geral é considerada como sendo de 0,1 a 2%. A grande maioria dos pacientes desenvolve os sintomas entre 20 e 35 anos (CHIARELLO, 2005).

O padrão da doença muda com o gênero – é mais grave nos homens e tem começo mais tardio em mulheres, que exibem maior comprometimento extraespinal (Braun et al, 1998; Mintz et al, 1993).

De acordo com Golding (1980), a prevalência varia conforme a população e o critério diagnóstico utilizado, sendo rara em negros, asiáticos e africanos.

Conforme Dziedzic (2001), afeta pacientes geneticamente predispostos, e é possivelmente induzida por fatores ambientais, caracterizando-se por uma inflamação nos pontos de ligação entre o osso e o tendão, o ligamento ou a cápsula articular.

DIAGNÓSTICO

Para a confirmação diagnóstica da Espondilite Anquilosante, os critérios mais utilizados são os de Nova York modificados, que combinam critérios clínicos e radiográficos, conforme Barros et al. (2007).

Assim, para o diagnóstico de Espondilite Anquilosante é necessária a presença de um critério clínico e um critério radiográfico.

Os critérios clínicos são:

  1. a) Dor lombar de mais de três meses de duração que melhora com o exercício e não é aliviada pelo repouso;
  2. b) Limitação da coluna lombar nos planos frontal e sagital;
  3. c) Expansibilidade torácica diminuída (corrigida para idade e sexo).

Os critérios radiográficos são:

  1. a) Sacroiliíte bilateral, grau 2, 3 ou 4;
  2. b) Sacroiliíte unilateral, grau 3 ou 4.

Raio x espondilite anquilosante

O desenvolvimento de novos conceitos e a disseminação destas informações admitem o diagnóstico mais precoce e a abordagem terapêutica direcionada é capaz de modificar o curso natural da doença

SINAIS E SINTOMAS DA ESPONDILITE ANQUILOSANTE

Os pacientes com espondilite anquilosante habituam expor problemas de dor, rigidez, fadiga, perda de movimentos e função, sintomas esses, que são tratados comumente pela fisioterapia, que dispões de diversos recursos para isso.

A espondilite anquilosante de início no adulto, que se inicia a partir dos 16 anos, costuma ter como sintoma inicial a lombalgia de ritmo inflamatório, com rigidez matinal prolongada e predomínio dos sintomas axiais durante sua evolução.

Entretanto, já a espondilite anquilosante juvenil, que se manifesta antes dos 16 anos de idade, acostuma iniciar-se com artrite e entesopatias periféricas, evoluindo, apenas após alguns anos, com a atributo lombalgia de ritmo inflamatório.

Assim sendo, a espondilite anquilosante juvenil habitua ter diagnóstico mais tardio, e muitos destes pacientes podem ser diagnosticados como artrite idiopática juvenil no início dos sintomas.

A INTERVENÇÃO FISIOTERAPÊUTICA

Para a Sociedade Brasileira de Reumatologia (2012), ainda não exista cura para a doença, o tratamento precoce e adequado consegue versar os sintomas (inflamação e dor), estacionar a progressão da doença, manter a mobilidade das articulações acometidas e manter uma postura ereta.

A fisioterapia conexa ao tratamento farmacológico pode aprimorar a qualidade de vida dos pacientes com espondilite anquilosante, porque diminui a dor, rigidez e a fadiga, adiando a densificação e calcificação dos tecidos acometidos, aumentando a força dos músculos do tronco e condicionamento cardiovascular.

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A intervenção fisioterapêutica é parte basal do tratamento.

Opera de caráter preventiva ou adiando as complicações, com o objetivo de conservar os movimentos, manutenção de uma postura funcional e impedir incapacidades funcionais físicas, intervindo na melhora das atividades de vida diária dos portadores desse aspecto patológico (CHIARELLO,2005).

De acordo com Kisner (2005), deve-se aplicar técnicas de alongamento nas estruturas que se encontram contraídas e fortalecer os grupos musculares que estão com a flexibilidade enfraquecida e alongadas, extensão na coluna dorsal, rotação de tronco e pescoço.

Os programas domiciliares são de ampla importância em todos os feitios patológicos crônicos do aparelho locomotor. Sem dúvida, na espondilite anquilosante esta importância, é ainda maior, já que o único tratamento eficaz de que se dispõe para lutar contra a anquilose é o exercício físico (GABRIEL, 2001).

As principais atividades, precisam trabalhar os movimentos ativos dos pacientes com tanta frequência de membros superiores e inferiores, reproduzindo aquela circunstância básica, sem causar dor ao paciente.

Permitindo ainda o mesmo a retornar a fazer no mínimo as mais simples atividades diárias, e com isso acontecerá uma enorme melhora funcional e qualidade de vida do paciente.

Tratamento fisioterapia

Recursos Fisioterapêuticos

Hidroterapia:

A finalidade da hidroterapia no tratamento de pacientes com Espondilite Anquilosante é promover relaxamento e diminuição da dor, facilitando movimentos de coluna, tronco e membros, melhorando ou mantendo a amplitude de movimento em geral.

Indivíduo com Espondilite Anquilosante é portador de uma enorme rigidez muscular, sendo assim, a terapia na água quente facilita no:

  • Alongamento para impedir contraturas e deformidades;
  • Aumenta ou mantém a força muscular;
  • Auxílio na expiração e no aumento da mobilidade da caixa torácica, aprimorando a respiração;
  • Melhora o condicionamento cardiovascular;
  • Promove mais confiança para o treino de equilíbrio, além de tudo, admitir maior liberdade para a realização de exercícios.

Dentro da hidroterapia têm determinadas técnicas/métodos empregados no tratamento da Espondilite Anquilosante tais como: Método de Bad Ragaz e Método de Watsu.

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Pompage:

Método de mobilização das fáscias e dos tecidos conjuntivos que envolve as articulações e os músculos e auxiliam a adiar os fenômenos de densificação e calcificação desses tecidos.

Eletroterapia:

A estimulação elétrica nervosa transcutânea (TENS) é acolhida como um procedimento essencial de controle da dor em doenças agudas e crônicas.

Termoterapia superficial:

O calor superficial promove analgesia e relaxamento, reduz espasmos musculares, induzindo a uma ampliação da flexibilidade muscular e de estruturas periarticulares, e promove a realização dos exercícios

CONCLUSÃO

Hoje em dia, têm evidências cientificas consistentes de que fisioterapia regular é eficaz no tratamento de um paciente com espondilite anquilosante.

Sendo assim, a atuação do fisioterapeuta em pacientes portadores de espondilite anquilosante é de suma importância, já que, a própria doença leva a um quadro clínico de dor aguda, rigidez, redução da mobilidade, induzindo à deformidade e incapacidade.

Conclui-se que um programa de procedimentos de aquecimento e exercícios acompanhados de relaxamento, melhora a dor, logo a qualidade da capacidade funcional do paciente, induzindo à melhora da função para as atividades de vida diária.

Um assunto muito importante incluso da relação tratamento da espondilite anquilosante e a fisioterapia consisti no trabalho de prevenção da doença, complexo porque, comumente o portador da espondilite anquilosante, só vai saber que tem a doença em regra num estágio de intermediária para avançado, com isso tornando-se mais complexo o tratamento da espondilte anquilosante.

Portanto, SANTANA e seus colaboradores (2004)., confirmaram que uma avaliação adequada e completa, é imprescindível a fim de possibilitar o melhor planejamento para o tratamento fisioterapêutico individual.

Gostou do nosso papo sobre essa profissão? Se tiver alguma dúvida sobre essa ou qualquer outra carreira, entra em contato com a gente! Até a próxima! 

Felipe Ricardo

Felipe Ricardo

Felipe Ricardo – Apaixonado pela fisioterapia. Fisioterapeuta – CREFITO14/235419-F.
Pós-Graduado em nível de Aperfeiçoamento em Perícia Judicial certificado pela ABRAFIT, Especialista em Fisioterapia Intensiva certificado pelo ICF, Instituto Camilo Filho.
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